explicar o dia de hoje

Às crianças, num minuto.

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Flea Market Porto – apareçam!

Pois é, isto de andar em remodelações e arrumações é tudo muito lindo…mas é aí que a malta se apercebe da tralha que tem e vai guardando ao longo dos anos. Eu já nem falo em tralha mesmo, objectos e tal, mas mesmo dando muita coisa pelo caminho (que já enchi uma carrinha de 10 caixotes, dei sofás, mesas e cadeiras, já nem me lembro do resto) ainda sobrou muita coisa!

Podia ser uma gaja bué-fashion-e-chique e dizer que vou organizar um “shop my closet” – só que não – vou mesmo é vender cenas na pulga! Coisas que estão rigorosamente novas, algumas mesmo com etiquetas! Levo essencialmente sapatos/sandálias, malas, roupa de verão, acessórios variados, óculos de sol daqueles bem vintage…e acho que é basicamente isso.

Não sei se já conhecem, mas o Flea Market é um mercado de usados, onde se vende de tudo um pouco, com gente muito boa onda e djs bem engraçados! É inspirado no Flea Market de Barcelona, que por sua vez, recria os tradicionais mercados de segunda mão de várias cidades dos EUA e do norte da Europa.

Já lá comprei muita coisa gira a preços fantásticos, ou livros que não encontrava em lugar nenhum, por exemplo. Além disso dá sempre para passar um bom bocado, ouvir um somzinho, com a possibilidade de se fazer grandes achados.

Apareçam! Amanhã, sábado 21 de Abril, das 14h às 19h, nos pisos 6 e 7 do silo auto!

imagem daqui.

bricolage #3: livros flutuantes

Ora bem, lembram-se do projecto de bricolage que fiz em que pintei a mesinha de cabeceira com 120 anos?

Pois bem, essa mesinha é filha única, não tem par, apareceu lá em casa há muitos anos como espólio dos avós da minha mãe. Lá andei eu a decorar o resto do quarto (depois mostro o resultado final) a pensar numa solução – no que poria do outro lado da cama.

Não queria outra mesinha para não tirar o protagonismo à dos 120 anos…além disso nada do que vi nas lojas se identificava minimamente para combinar, não queria nada do ikea (que eu adoro, mas não via nada que me encantasse), e as madeiras de agora não têm nada a ver com as de outrora…não sabia bem o que queria!

Até que me deparei no Pinterest (a minha rede social mais ativa no momento – ahahah) com este tipo de prateleira, construída a partir de livros.

Foto daqui.

Vi como se fazia, idealizei a coisa, pedi ajuda ao homem com o berbequim e os furos na parede, escolhi quais os livros mais apropriados…e mãos à obra!

Vamos precisar de:

  • Livros para inutilizar (no meu caso grandes, mas escolham o livro consoante o tamanho de prateleira que querem – eu usei dois volumes de uma enciclopédia francesa) – comprei num alfarrabista por 1€ cada
  • duas ferragens em L, com uma parte pequena (para ficar na parede) e outra bastante mais comprida (para ficar dentro do livro) – comprei no AKI por 1,6€ cada
  • parafusos do tamanho da altura do vosso livro (para aparafusar o livro às ferragens) – 1€
  • buchas e parafusos de acordo com a vossa parede – 1€
  • berbequim e brocas
  • fita métrica, nível, chaves de estrela

Montagem:

  • colocar a parte comprida das ferragens dentro do livro – marcar o sítio, furar com o berbequim e aparafusar cada ferragem ao livro. Eu usei 2 ferragens e 4 parafusos – para ele não se mexer mesmo.
  • medir e marcar exactamente no sítio da parede onde querem a prateleira, fazer dois furos com o berbequim e colocar as buchas
  • apertar a ferragem à parede, colocar alguns livros por cima…

…et voilá! Uma mesinha de cabeceira única, que custou cerca de 7€ e com uma pinta do caraças!

Fiquei mesmo contente com este projecto e o aspecto final, ficou mesmo giro e não destoa nada com a outra mesinha de cabeceira do outro lado, já que são mesmo completamente diferentes em tudo: cores, materiais, texturas… adorei!!!

Deixo em baixo um vídeo que talvez vos possa ajudar mais do que eu… 😎

Fui feliz…no Vila Galé da Ericeira

Ah…o que eu adoro a Ericeira! Quer dizer, para ser mais correcta eu adoro todos os sítios da costa portuguesa (vá, quase todos – que também há deles que valha-me deus). Eu adoro basicamente tudo o tenha que ver com o mar.

Eu tenho uma cena pelo mar, pronto. Aquele barulho das ondas, aquela sensação de paz… Se calhar sou uma encarnação qualquer de marinheiro ou pescador, eu sei lá.

Vejam bem que eu, que sou uma constante fazedora de coisas para quem é um martírio estar sossegada e quieta 10 minutos no mesmo sítio (vulgo adulto hiperativo), é só colocarem-me em frente ao mar e eu fico logo toda zen, uma calma de pessoa. É que nem pareço eu, a sério.

Passa-me a vontade de fazer coisas, não penso em “quase” nada, e posso estar ali, a olhar para ele umas boas horas, sem ter vontade de fazer absolutamente mais nada, nem ir a mais lugar nenhum.

Agora aliem a isso este hotel maravilhoso, que mais parece um navio de cruzeiro – de tão em cima do mar que está – e concluam comigo: qualquer pessoa em geral e euzinha própria em particular, podia ser feliz ali durante uns bons 2 meses.  E meio.

 

Infelizmente não há fortuna para isso, portanto cá estou eu de volta, a trabalhar – que dignifica e enobrece – mantra de hoje.