noites de poesia #2

Hoje é a primeira quinta feira do mês e por isso vos deixo esta, que adoro e acabei de ouvir:

SONETO DO AMOR TOTAL

Vinicius de Moraes, Rio de Janeiro, 1951

“Amo-te tanto, meu amor… não cante

O humano coração com mais verdade…

Amo-te como amigo e como amante

Numa sempre diversa realidade
Amo-te afim, de um calmo amor prestante,

E te amo além, presente na saudade.

Amo-te, enfim, com grande liberdade

Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente,

De um amor sem mistério e sem virtude

Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim muito e amiúde,

É que um dia em teu corpo de repente

Hei de morrer de amar mais do que pude.”

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