Suculentas despertam a botânica escondida em mim

Tenho algumas plantas em casa que apelido carinhosamente da “minha horta”. Na verdade nenhum dos meus vasos tem nada que se coma. E ainda bem, porque com a minha queda para o campo e agricultura em geral, é uma vitória mantê-los verdinhos e mais ou menos saudáveis. Rego-os quando me lembro, ou quando vejo as folhas assim para o desmaiado. Basicamente tenho-as porque dão um ar verde e zen à casa, o que é porreiro para um ser frenético como eu.

Bem, mas voltemos às suculentas. Numa das escolas em que dou aulas vi um grande vaso na sala dos miúdos, à janela, lindo de morrer. A planta era verde escura e roxa (nunca tinha visto folhas e caules roxos), com folhas gordinhas. Era gira, mas mesmo gira! Comentei com a funcionária e perguntei-lhe que raio de planta era aquela. Ofereceu-me logo um galho que transportei de improviso na minha tupperware das bolachas que estava vazia desde o lanche. Explicou-me que era uma “suculenta” – disse-me como funcionava a plantação e que era tudo muito simples e sem demasiados cuidados. Aliás, a planta estava na sala de aulas porque foi plantada pelos miúdos e é supostamente tratada por eles (que obviamente não lhe ligam muito nada porque não se mexe – e por isso tinha de ser uma coisa resistente). Resistente – pensei eu. Se os miúdos conseguem…porque não? Trouxe o galhito para casa, andou o resto do dia comigo, apanhou até um calor dos diabos dentro do carro, e plantei-o da melhor maneira que soube. E não é que deu resultado? Dado que a carreira de botânica me passou totalmente ao lado, não está nada mal! A planta está toda lindinha e já tem filhotes. Então fui investigar isto das suculentas à net e parece que é uma doideira – para quem gosta, claro. Trocam-se espécies, mudam-se de clima e elas mudam de cor, plantam-se sem grandes cuidados e são bem bonitas e versáteis. Basicamente só precisam de sol. E quase nenhuma água. A minha veio com raiz, caule e folhas, mas entretanto experimentei a técnica de só plantar uma folha e fiquei abismada com o resultado – como pode uma única folha voltar a desenvolver uma planta adulta? É toda uma regeneração…total. Descobri que, cientificamente, se chama estaquia de folhas ou caules (neste caso é só de folha) e é um método de reprodução assexuada de plantas. Ou seja a folha faz o trabalho todo…e sozinha!

Cada folhita consegue fazer nascer uma nova folha, raízes e um caule, não é fantástico? Imaginem lá isto a acontecer para um fígado ou uma perna!

A natureza pode ser mesmo perfeita. Ou então é tudo obra do JC. Não sei, mas lá que é fascinante vê-la crescer…lá isso é.

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