A banana da D.Dolores

No que toca a assunto Ronaldo, tenho sentimentos dúbios. Nem sequer vou entrar pela opinião técnica do futebol, que não percebo nada disso. Messi então, muito menos. Não sei se é o melhor da Europa e do mundo, ou não. Só sei que, por um lado é um orgulho termos qualquer coisa que seja classificada de “a melhor” do mundo – seja um jogador de futebol ou um pastel de nata ou bacalhau – por outro, acho-o um péssimo embaixador de Portugal no que toca aos hábitos e cultura, sobriedade e postura. (Olha, até rimou!) Nutro o mesmo sentimento pela D. Dolores, sua mãezinha. Sei que andou a viajar com mais notas no bolso do que devia e pouco mais. Penso que a senhora tem o seu mérito (só conheço o que a opinião pública conta) conseguir criar os seus filhos na adversidade, de resto como fazem tantas mães – e até a minha fez, neste Portugal. Mas é só isso.

Pensei nisto quando vi que a D. Dolores protagoniza o novo anúncio publicitário à banana da Madeira (também não vou entrar em piadolas sobre tamanhos de bananas). Acho muito bem que se promova a banana da Madeira, que aliás compro todas as semanas porque realmente encosta a um canto toda a outra banana que anda por aí no mercado, em termos de textura e sabor, pelo menos. Agora não sei é se a escolha da D. Dolores para o anúncio foi a mais acertada. Aquele português com sotaque cerrado, conjugado de uma maneira tão pobrezinha, a alusão a que não havia mais nada em casa, mas havia sempre pão e bananas… Não sei porquê mas faz-me lembrar aquela imagem antiga que todas as portuguesas tinham bigode, lenço preto na cabeça e cozinhavam uma sardinha para 7. Depois a D. Dolores tenta dar à banana um ar tão cosmopolita quando anda com elas para trás e para a frente, para Madrid e para Manchester. (Imagino malas de bananas a desembarcar no tapete rolante do aeroporto). Diz ainda nas entrelinhas que a melhor exportação de Portugal é o Ronaldo e não a bananita… Não sei, fico na dúvida se foi uma boa aposta por parte dos criativos da marca, ou se foi um tiro no pé. Não me parece que a banana saia beneficiada com a D. Dolores, e nem a D. Dolores com a banana, sei lá. Existe um quê de ridículo nesta dupla. Mas gosto das bananas na mesma!

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