Não ao abandono de animais no verão!

Sempre tive cães na minha vida, desde que me lembro. Uns de raça, outros rafeiros, uns que apareciam perto de minha casa e iam ficando, outros que nasceram debaixo do meu olhar atento de criança e andaram no meu carro das bonecas. Em minha casa sempre houve muito amor por animais, o meu tio chegou a ter uma cabra-cão de estimação, e houve um inverno rigoroso, há vinte e tal anos atrás, em que salvámos e criamos um cãozinho minúsculo recém-nascido que ficou sem mãe. O meu tio inventou uma fórmula em pó com um veterinário nosso amigo e dávamos-lhe biberão (adaptado das minhas bonecas) de 2 em 2 horas. Esse cãozinho dormia com ele nas primeiras noites e de dia improvisávamos-lhe uma incubadora debaixo da lareira, onde o calor ficava concentrado por mais tempo (by the way: esse cãozinho sobreviveu e viveu em minha casa 19 anos). Tive um outro cão que tinha epilepsia e mesmo com tratamento acabou por morrer durante uma crise. Houve um outro que só vinha comer a casa, durante o dia saltava o muro (apesar da casa ser totalmente vedada e nunca outro cão que tive, ter conseguido saltar aqueles muros) e ia à vidinha dele. Às vezes estávamos a tomar o pequeno almoço num cafézinho da cidade, a uns 3km de casa e lá aparecia ele, qual vira lata, todo pimpão para nos cumprimentar. Uma vez até tive um gato que apareceu no meio de uma palmeira lá de casa, todo picado, e por lá ficou connosco, até se recuperar – chamei-lhe ovni porque era miúda e achei que tinha vindo do céu. Agora tenho uma cadelinha podengo, que estava abandonada e foi recolhida por uma associação de animais cá da zona, ainda jovem e magrinha, passava os dias numa box de 2 metros quadrados. Uma voluntária desse canil sabia do nosso amor por animais, mostrou-nos uma foto dela e não conseguimos resistir. Fomos buscá-la e agora vive connosco, feliz da vida e à solta numa área enorme. Ganhou 10 kilos e está mesmo muito mimada. Por todas estas coisas que vos conto e por todo o amor que tenho pelos animais, principalmente pelos cães (só para terem noção da coisa, ando com ração e água no carro não vá aparecer algum cãozinho faminto e corta-me o coração não ter nada para lhe dar), não consigo perceber pessoas que abandonam animais. Ainda por cima cães, que são tão dependentes de nós, não só na comida e cuidados, mas no afecto. É chato ter responsabilidades, pode não ser viável pô-lo num hotel quando vamos de férias, é ainda mais chato ter de pedir a alguém que fique com ele ou que lhe vá dar de comer. Mas se vão de férias e não querem ter preocupações deste género, pensem nisso em antecipação e não tenham um animal, seja ele um cão ou outro qualquer.

O vídeo que vos deixo é da campanha de sensibilização deste ano da Fondation 30 Millions d’Amis e um pouquinho exagerado, mas num ponto tem razão: ELE JAMAIS VOS ABANDONARÁ!

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