pérolas infantis #5 – especial halloween vs patrulha pata

Numa das minhas tentativas de planificações de aulas que realmente agradem aos meus alunos, encontrei uma canção para crianças com o tema dos ghost busters (lembram-se deles?) e uma letra portuguesa em cima. Escolhi esse tema para cantar com a maior parte das minhas turmas porque a miudagem adora o dia das bruxas, as guloseimas e tal. Todos gostaram, todos cantaram e todos perceberam que a canção girava à volta de bruxas, fantasmas, lobos, múmias, zombies e outros seres assustadores. Eles acabaram por contar, cada um, de que personagem queriam vir mascarados para a escola no dia 31. Acontece que o Ivo, 4 anos, quando chegou a sua vez de falar, distraído da conversa que só ele, sai-se com esta pérola:

– Eu gosto muito disto do halloween, sabes?

– Ai é Ivo? Então e de que queres vir mascarado segunda feira, então? – perguntei eu.

– De patrulha pata! É que eu adoro a Patrulha Pata*! Mes…mo!

Foi a risota total, acho que se o Ivo aparece na escola vestido de Ryder ainda vai ser vítima de um bullyingzito à custa desta intervenção completamente ao lado. A menos que o Ryder venha vestido de Halloween, aí acho que já é minimamente aceitável! 🙂

*para quem não sabe o que raio é a Patrulha Pata, é só a maior loucura que passa na cabeça dos miúdos pequenos, nestes últimos tempos: são desenhos animados que contam “a história e as aventuras de 6 cachorrinhos heróis: Chase, Marshall, Rocky, Zuma, Rubble, and Skye, que são treinados por Ryder, um miúdo de 10 anos. Com uma mistura de aventuras, resolução de problemas, veículos fixes e bastante humor canino, a Patrulha Pata mostra como se podem resolver difíceis missões de salvamento e proteger a população de um sítio chamado Baía da Aventura”.

ouvi e gostei #20

Burnt toast and black coffee na versão de Mike Pedicin. Penso que o original é de um outro músico de Jazz mais antigo ainda – o Shorty Long. Não sei se isto é soul, R&B ou funk (já vos falei da dificuldade que tenho em catalogar géneros musicais) mas de qualquer maneira é um tema muito cool, cheio de groove e de boa onda vindo diretamente dos anos 60 – mas que podia passar nos dias de hoje em qualquer noite animada. E isso bastou-me para ouvir e gostar dele! E depois nem toda a música tem de ser séria e dramática e com uma letra do caraças…esta é só simples e animada! Ora ouçam:

 

“Eating burnt toast and drinking black black coffee…

Yeah, that’s all she left for me…”

Quem tem férias em Novembro*? É que não vai ser preciso dinheiro para ir a Itália!

*Mais propriamente de 14 a 20 de Novembro. Costumo dizer que, para mim, ser rico é poder tirar férias no Inverno. Só assim me sentiria verdadeiramente rica. Nunca me aconteceu. Quando era miúda e fruto de ter uma mãe “tropical” as nossas férias eram todas guardadinhas e muito bem passadas na praia e durante o Verão. Nunca fui de férias no Inverno, pelo menos à séria, de malas e bagagens e tal. Depois de adulta, comecei a trabalhar muito cedo, sempre ligada à educação e o ano letivo nunca me permitiu grandes devaneios fora das interrupções do Natal, Carnaval e Páscoa (que acabo por nunca aproveitar, por ser época alta e os preços pornográficos). Não que eu quisesse enfiar-me na neve, estâncias de ski ou assim. Nada disso. O meu sonho era sair do aeroporto num dia que cá estivesse a chover picaretas e atravessar meio mundo aterrando num sítio tropical com um calor dos ananases. E era só isso. Passar lá um mesito e depois voltar para a minha vidinha (que até é bem boa por sinal). Voltava à chuvinha, toda contente, com as pernas bronzeadas e a marmita renovada. Ser rico deve ser mais ou menos isto. Mas dada a realidade da coisa, esta oportunidade não é para mim. E também não é tropical, é só ir ali a Itália e voltar logo. Mas já é alguma coisa. Meus queridos, se tiverem possibilidade de tirar férias em Novembro, tentem a vossa sorte. A ideia é boa, vi a notícia no Público, trata-se da “Settimana de Baratto” (a semana da troca), onde se podem trocar serviços por estadias. Logo não precisam de muito dinheiro para serem felizes durante uma semaninha de férias. A iniciativa ocorre desde 2009 e pelo que li tem sido um sucesso entre as unidades hoteleiras e os viajantes. Se é a vossa onda, aproveitem! A notícia toda, aqui. E o site do evento aqui.

imagem daqui.

A revelação de uma vida no que respeita ao pequeno almoço.

Pois é. Há coisas nesta vida que temos de assumir. Eu assumi desde muito cedo que tenho um tremendo mau acordar. Não quero que falem comigo, que façam barulho, que haja música a tocar nem que me liguem a televisão. Ao acordar respondo com gestos e não com palavras. Levanto-me, faço a minha vidinha matinal e tomo o pequeno-almoço, sempre tudo no silêncio e na paz do senhor – ninguém que me “incomode” ou tenha grande interacção comigo. Acontece-me desde criança, sempre fui assim, mas acho que tenho vindo a melhorar. Dizem que quando era pequena, acordava ainda pior, nunca quis comer coisas a sério de manhã e ia a viagem toda de carro a fungar – só parava e acordava verdadeiramente quando chegava à escola. Agora sou um pouquinho melhor. Talvez quando tiver filhos a coisa mude definitivamente (acho que não é de todo possível manter os miúdos calados depois de acordarem – mas logo se verá, se e quando acontecer). Bem, como podem imaginar, um ser que acorda como eu, também não gosta de tomar pequeno-almoço, mastigar e tal. Excepção feita para os pequenos almoços de hotel, que quando estou de férias não me importo nada de derreter e provar todo um buffet, tenho apetite e já não me custa nada mastigar. Mas, ao longo dos outros 350 dias em que não estou de férias num hotel, o meu pequeno almoço sempre foi à base de líquidos, coisa rápida de engolir e toca a andar. No entanto sempre soube que estava errada, sempre ouvi aquela conversa de ser a refeição mais importante do dia e blá blá blá e resolvi que um dia havia de mudar esta problemática. Tenho uma amiga quase nutricionista e outra vegan, que comem verdadeiros almoços logo de manhã – lentilhas, sopas, omeletes e bifes de frango (a que não é vegan, óbvio) e eu pensei, bem se elas conseguem…eu posso tentar. Tentei mas não deu. Ovos ainda comi uns tempos – cozidos, logo pela manhã, mas aquilo era esquisito. Comer ovos e beber o meu cafezinho por cima. Não estava habituada e nós somos criaturas de hábitos. Para não beber só uma chávena de leite e outra de café, pensei que se juntasse um pouco de cerelac ou nestum tudo bem – era rápido e líquido na mesma e sempre tinha mais vitaminas e minerais. Andei anos assim. Até que descobri que as papinhas para bebé não são tão inofensivas assim (corrijam-me se estiver errada), são feitas só à base de trigo (a maior parte do trigo no mundo já é transgénico) e carregadinhas de açúcar. Mas carregadinhas mesmo. Bem, lá fui procurando alternativas, papinhas com menos açúcar, mais saudáveis e tal, até que cheguei a esta maravilha – despertar de buda.

Vi este produto num blog (ups, já não sei em qual) feito como um pudim – de comer à colher. Pensei logo, será que isto dá para pôr no leite de maneira a ficar líquido? E não é que dá? Uma alternativa muito mais saudável para o pequeno almoço de pessoas preguiçosas e difíceis como eu!! Clap Clap Clap!! Estou a experimentar este de manga e baobab mas consta que o de açaí também é muito bom! Não sei se existem produtos equivalentes de outras marcas, este despertar de buda é da marca Iswari e custou-me por volta de 10€. É cru, sem glúten, vegan e instantâneo. Basta adicionar água, leite ou outra bebida vegetal para se obter uma papa ou batido, é feito de trigo sarraceno moído, lucuma em pó, chia e linhaça moídas, açúcar de coco, manga em pó, amêndoa moída e baobab (é uma fruta africana) em pó. Sinto que desde que o tomo demoro mais tempo até ter fome e tenho gostado do sabor e textura. Continuo a acordar mal, mas o pequeno almoço tem corrido muito melhor! E vocês? Mastigam de manhã? Ou são como eu? Tomam um pequeno-almoço digno de casa real? Contem-me tudo!

Foto daqui.

Actualização do estado: “Senhoras e senhores, os meus tomates”

Tal como vos tinha contado neste post, duas semanas depois – cá estão eles, os meus tomates! Sobreviveram à chuva que se abateu sobre a zona norte do país… et voilá! Lindos e vermelhinhos!

   

Cá estão eles com um fiozinho de azeite, orégãos e sal por cima…

  
E o sabor?  M-e-s-m-o bons! Doces e nada ácidos!

Entretanto descobri que tenho mais 3 a crescer no vaso das orquídeas… Ainda me falta perceber o porquê do raio dos tomates me crescerem sempre aos trios.

Uma loucura de caril de frango

Eu adoro especiarias – pimenta, cravinho, noz moscada, açafrão, cominhos, mostarda, gengibre, orégãos…eu sei lá! Gosto de tudo e mais alguma coisa, mas a minha preferida é o caril, sem dúvida. Devo ter sido indiana noutra vida. Faço os possíveis por não comer muitas vezes, não sei se é verdade – mas acho que por ser um sabor muito intenso não deve ser muito bom para a saúde. Mas, às vezes, quando tenho um peito ou pedaços de frango a sobrar, não resisto e lá vai uma carilada! A minha rica mãe faz caril de marisco, numa forma de pudim, mesmo bonito…mas isso já é muita fruta para mim. Esta é a receita que eu faço com frango e adoro!

Ingredientes

  • 2 peitos de frango (temperados com sal e pimenta)
  • 2 colheres de sopa de caril
  • 1 cebola
  • 1 malagueta seca pequena
  • 2/3 dentes de alho
  • azeite qb
  • 1 copo de vinho branco ou cerveja
  • 1 pacote leite côco ou leite normal ou natas de culinária
  • arroz branco

 

Preparação

Cortar os peitos de frango aos cubos. Refogar a cebola e o alho em azeite, juntar a malagueta seca e cozinhar os cubos de frango. Juntar o vinho branco ou a cerveja (é o que houver cá por casa), o caril e deixar cozinhar. Juntar o leite de côco (coloco leite normal ou 1 pacote de natas de culinária quando não tenho de côco, fica uma versão menos light claro). Tirar o frango do tacho e triturar o molho com a varinha mágica. Fazer um arroz branco simples (costumo fazer um basmati soltinho) e servir.

Fica MA-RA-VI-LHO-SO e é um óptimo prato para uma jantarada de amigos, por exemplo!

imagem daqui.

 

ouvi e gostei #19

Do Nobel da literatura, pois claro está. Mas não vamos discutir isso do Nobel aqui. Aqui trata-se de ouvir e gostar. Nunca achei especial piada à voz dele, sempre me pareceu demasiado fanhosa para cantor a sério. No entanto gosto mesmo é do registo da harmónica, que sempre foi fantástico em todos os temas. Não vale a pena alongar-me muito sobre o Bob Dylan, toda a gente o conhece, e se não conheciam, tudo já foi dito nestes últimos dias sobre ele e a sua obra. Deixo-vos o tema que mais gosto dele, Subterranean Homesick Blues, com uma malha do caraças de 1965, ah e já agora uma letra completamente fora.