noites de poesia #8

A primeira quinta feira do mês é amanhã – feriado e dia de poesia. Cá vai esta que gosto muito. Prosa poética de Fernando Pessoa – Pedras no caminho. Já tenho algumas para o meu castelo.

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,

Mas não esqueço de que minha vida

É a maior empresa do mundo…

E que posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver

Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e

Se tornar um autor da própria história…

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar

Um oásis no recôndito da sua alma…

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um “Não”!!!

É ter segurança para receber uma crítica,

Mesmo que injusta…

 

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo…

A minha quiche é a melhor do mundo! E agora, na versão light – sem massa e sem natas

A minha quiche faz sempre sucesso em festas ou para desenrascar um jantar rápido. Há inúmeras variedades de quiche, com imensos recheios, mas esta é a que mais gosto de fazer, e descobri que a podia tornar light, tirando-lhe a massa folhada da base e substituindo as natas por queijo quark 0% de gordura. Claro que com massa e natas fica bem melhor, mas esta versão também sai muito bem. Ora vamos lá.

Ingredientes

  • 6 ovos
  • 1 queijo quark de 400 gramas em substituição de 1 pacote de natas
  • 1 embalagem de tirinhas de bacon ou presunto aos cubinhos
  • 1 alho francês
  • milho ou cenoura ou ervilhas
  • 1 queijo mozarella
  • sal e pimenta para temperar
  • base de massa folhada já pronta (ou se fizerem a versão light sem massa, folhas de papel vegetal preparado para ir ao forno)

Preparação

Bater os ovos e juntar o queijo ou as natas. Cortar o alho francês em rodelas muito fininhas, separá-las com os dedos. Cortar o queijo mozarella em fatias e tiras fininhas também. Colocar a mistura dos ovos com o queijo quark ou natas na forma de tarte – eu uso uma forma alta (com a massa folhada já a forrar a forma ou então com o papel vegetal no fundo). Polvilhar com o recheio – alho francês, tirinhas de bacon, de mozarella, milho cenoura ou ervilhas (o que tiverem à disposição). Temperar com sal e pimenta, e vai ao forno a 180º mais ou menos 40 minutos. Com a massa folhada fica mais com aspecto de tarte, se fizerem sem massa e só com papel vegetal fica mais um aspecto de omelete assada. Et voilá! Muito bom para entrada ou aperitivo, ou com uma saladinha, para o jantar.

Foto daqui.

ouvi e gostei #24

Naturally Seven. São de Nova Iorque, e existem desde 1999, mas eu só os conheci o mês passado. São eles: o  Roger Thomas (director musical, responsável pelos arranjos. barítono, rapper), o Warren Thomas (bateria, guitarra e tenor), o Rod Eldridge (tenor, scratching e trompete),o  Rickey Cort (tenor, guitarra), o Dwight Stewart (barítono e trombone), o Garfield Buckley (tenor e harmónica), e o Kelvin Mitchel (baixo e trompete). Como o próprio nome indica, são sete os músicos desta banda, que na realidade não tocam instrumento nenhum. Ou melhor, tocam os instrumentos todos…mas com a boca! Sim, leram bem, apenas com a voz conseguem reproduzir o som de montes de instrumentos! E melhor ainda, se eu não vos dissesse isto e vocês só os ouvissem sem os ver, ia acontecer-vos o mesmo que me aconteceu a mim. Não acreditei! Só mesmo vendo. Como é possível fazer todos aqueles sons e tão naturais, que o nosso ouvido nos trai e não distingue dos instrumentos originais? Muito bom…muito respeitinho por estes senhores. Principalmente o baixo e a bateria…só acreditei quando um amigo meu mos mostrou em vídeo, impressionante, mesmo! Deixem lá isso do beat box para quem sabe, que isto é todo um outro nível! Eu ouvi e gostei desta, que acho mesmo boa para ilustrar isto de substituir instrumentos por sons feitos com a voz (o solo de guitarra e o de baixo – vejam!). Covers ou não…muito bom!

Fixe mas mesmo fixe…

È aquele momento em que (nas arrumações de roupeiros e depois de ter enchido 3m cúbicos de caixotes com roupa e sapatos para dar) metes a mão num bolso de um casaco que ia para África, e encontras 10 euros!

Meeeeeesssmooooo fixe!

Que alegria que foi! Imagino se tivesse encontrado uma de 50! Ah, mas essas não costumo ter e muito menos nos bolsos! Ahahahahahah!

Foto daqui.

A diva que há em mim, às segundas feiras, numa cave que cheira a mofo

Eu estudei música 12 anos. Música daquela clássica. Séria. Aprendi a ler música antes mesmo de ler letras normais. E toquei piano, apesar de a minha especialidade ser teoria musical e não instrumento. O piano levou-me sempre, mesmo que inconscientemente, a tocar sozinha. Ele estava quase sempre no centro da coisa e muito poucas vezes servi de acompanhamento a outros instrumentos. Na verdade o piano nunca foi muito a minha cena, descobri há muito tempo que o que eu gosto mesmo é de cantar. Aí a coisa vira natural, gosto de cantar tudo e mais alguma coisa, de canções infantis a populares. Fado, chanson, rock and roll. Sozinha ou acompanhada. No banho ou no palco. Com adultos ou crianças. De preferência sem microfone. Cantei em tempos obras a sério, fui solista, qual soprano esganiçada ao mais alto nível. E é a cantar que me sinto mesmo bem. Por isso quando me convidaram para uma pseudo-banda-amadora-de-amigos não pus grande fé na coisa, mas também não disse que não. Era para cantar, na boa! Bem…ainda não ponho grande fé agora.

Nunca tinha tido uma banda. E esta é a banda menos banda que existe. Não temos nome, são 3 guitarristas e moi même. Acho que bem lá no fundo somos só um grupo de amigos que gostam de passar algum tempo juntos – a conversar, a tocar músicas, a dizer disparates e a beber um pouco de vinho do Porto numa cave com cheiro a mofo. Chegamos a acordo entre as nossas disponibilidades e só nos restou uma possibilidade: ensaiar às segundas feiras à noite – o que já de si não abona nada na seriedade do projeto. (Mas que raio de banda ensaia à segunda feira? Estão a ver a coisa? Eu bem vos disse que não posso depositar grande fé nisto). Cada um escolhe dois ou três temas (que depois se tornam quatro ou cinco) e pronto: está dado o mote para o repertório. A maioria deles é deprimente ou muito específico, ou esquisito ou sei lá o quê. São temas ao nosso gosto, não servem para agradar a ninguém em especial. Na nossa banda – que não tem nome e ensaia à segunda feira – há o certinho (que quer os acordes, ritmos e síncopas todos direitinhos e que eventualmente saca do metrónomo), o estarola sentimental (que leva tudo à frente porque o que interessa é o feeling do momento) e o complicadinho (que tinha sempre um tema melhor para escolher em alternativa, e que tem de desencantar um acorde cifrado com montes de números porque não se quer sobrepôr ao dos outros guitarristas). Eu cá sou a menina no meio deles, gosto de pensar que sou “uma pequena diva”. Ahahahah! Canto e às vezes também toco pandeireta e maracas para encher acompanhar (ainda nenhum percussionista quis fazer parte da nossa magnífica banda que não tem nome e ensaia temas esquisitos à segunda feira à noite numa cave com cheiro a mofo – não consigo perceber porquê). Passo 2/3 do tempo a ouvi-los e ensaiamos no outro 1/3. Faço o trabalho de casa, estudo um bocadito, e de vez em quando lá saem umas coisas dignas de se ouvir. Não temos intenção de obter grande reconhecimento, nem de ganhar dinheiro com isto. Enquanto nos divertirmos está bom…pelo menos para mim! E depois sempre é mais giro estar lá com eles, do que em casa no sofá a ver qualquer coisa na tv.

Assim como assim, é segunda feira e podemos sempre puxar o Walking Dead para trás.

imagem daqui.

Almôndegas ou hambúrgueres vegetarianos – mas “muita” bons na mesma!

Ingredientes:

  • 2 chávenas de soja triturada
  • salsa picada
  • 1 cebola picada 
  • 3 dentes de alho picados
  • 2 tirinhas de pimento picados fininhos
  • 1 chávena de aveia em flocos finos ou em farinha
  • 1 colher de sopa de farinha de trigo integral ou normal mesmo
  • sal e pimenta para temperar
  • 1 ovo
  • tomates frescos ou polpa de tomate para o molho

Preparação:

Hidratar a soja mais ou menos 2 horas antes de fazer o prato. Lavar a soja e escorrer muito bem para retirar o excesso de água. Bater a soja no liquidificador com o ovo, a salsa e os flocos ou farinha de aveia para ficar tudo mais homogéneo. Fazer um refogado com pouco azeite, a cebola, o alho, e os pimentos. Deitar a soja lá para dentro e cozinhar um pouco. Temperar com sal e pimenta. Deixar arrefecer e moldar as bolinhas das almôndegas com a ajuda da farinha de trigo. Se for necessário, juntar mais farinha ou pão ralado, por exemplo. Depois é só deitá-las no molho de tomate e servir com esparguete, puré ou arroz branco. Também há quem as faça no forno, mas ainda não experimentei!

Podemos moldar hambúrgueres com esta massa que fica bem na mesma.

Eu costumo fazer bastante receita e acabo por congelar as almôndegas/hambúrgueres que sobram para futuras refeições rápidas. 😉

foto daqui.

ouvi e gostei #23

Lykke Li. É sueca, tem 32 anos e é linda de morrer.Este é o site oficial dela. É filha de artistas (pai músico e mãe fótografa) o que a fez chegar a morar em Lisboa. É provável que a conheçam do single “I Follow Rivers” que andou por aí a tocar em todo o lado. O som dela é electrónico qb mas depois aparece com aquela vozinha de menina, melosa. Gosto.

Mais do que do tal single, foi esta a que ouvi e gostei: “I never learn”. Tem qualquer coisa de Sigur Rós, que eu adoro. Não tira o sono, mas também não está nada mal.