E assim falece uma guitarra com 43 anos :(

às mãos, ou para ser mais precisa – pés – de uma criança de 4 anos.

Estou triste. Era da minha mãe, e por isso a guitarra era mais velha que eu. Sobreviveu às maluqueiras do 25 de Abril e vai-se-me falecer assim.

As crianças são seres adoráveis. As crianças são seres adoráveis. As crianças são seres adoráveis. As crianças são seres adoráveis. As crianças são seres adoráveis. As crianças são seres adoráveis. As crianças são seres adoráveis. As crianças são seres adoráveis. As crianças são seres adoráveis. As crianças são seres adoráveis. As crianças são seres adoráveis. As crianças são seres adoráveis. As crianças são seres adoráveis. As crianças são seres adoráveis. As crianças são seres adoráveis. As crianças são seres adoráveis. As crianças são seres adoráveis. As crianças são seres adoráveis. As crianças são seres adoráveis. As crianças são seres adoráveis.

Em repeat no meu cérebro até saber se um braço assim terá conserto. Vou tentar reanimá-la e trazê-la de novo à vida – que mesmo que consiga nunca mais será a mesma. Já se sabe que quando se mexe num braço, nunca mais é a mesma coisa. Mas não me consigo (nem quero!) desfazer dela porque para mim, quase sempre, o valor sentimental sobrepõe-se a tudo o resto. Nem que fique na parede, só para olhar para ela e pensar o que terá vivido.

Estou triste, caramba.

😦

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