Os meus morangos

Isto de envelhecer traz coisas engraçadas. Eu que passei a minha infância e adolescência na quinta, nunca quis fazer nada de especial no que respeita à agricultura e floricultura e cenas ligadas à terra, enquanto lá vivi. Na verdade ninguém da minha família fazia nada com os canteiros que tínhamos lá em casa, nunca se plantou nem cultivou nada.

Aliás, não gosto nem nunca gostei de campo (a casa de que vos falo era apesar de tudo na cidade), não gosto de mosquitos e de animais sem espinha dorsal e nunca tive especial chamamento pela cena da natureza – apesar de sempre ter achado graça quando era tempo de colher laranjas, limões, maçãs, figos e maracujás, que era o que de comestível havia por lá e que se desenvolvia sem rega ou grandes cuidados. No entanto e porque isto de envelhecer traz coisas engraçadas, agora que vivo num apartamento há uns bons anos, parece que me deu uma vontade de plantar cenas e ter vasos, ter terra em casa e cultivar.

Sem falar nas plantas de casa – daquelas simplesmente verdes e decorativas que toda a gente tem, tudo começou por uma brincadeira com as suculentas e a beleza com que as vi crescer (aqui), as sementes de tomate (aqui), e agora dou por mim na net a ler artigos sobre rega, número de horas de exposição solar e temperaturas ideais.

Isto porque comprei dois morangueiros, na verdade não sei bem porquê, eu gosto muito de morangos mas nunca tinha tido morangueiros na quinta. Vi-os no supermercado cheios de florzinhas brancas – tão amorosos! e trouxe-os para casa, replantei e estão à janela por causa das 6 horas de exposição solar ideal. Rego-os generosamente de dois em dois dias, no fundo do vaso e não diretamente na terra, e estão à janela mas do lado de dentro, para que se mantenham os 20 graus mínimos.

Já tenho vários morangos de 2 centímetros em desenvolvimento, e todos os dias quando chego a casa vou lá vê-los, para saber se cresceram mais um bocadinho ou se ficaram vermelhos. Tenho já  um grande e vermelho que vou comer um dia destes e vos mostro na foto.

Não sei o que se passa comigo. Estou a amolecer. Noutro dia pensei em fazer compostagem.

Envelhecer traz coisas engraçadas.

  
 

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