pechinchas compradas na net #4

Tenho uma amiga que alega ter de tudo na sua mochila. Orgulha-se de ter coisas tão variadas como corta unhas, toalhitas, saca rolhas, kit de costura, palitos…eu sei lá, o que de mais exótico possam imaginar, ela diz que tem.

Mas eis que noutro dia alguém quis fazer um pic nic pouco ortodoxo e sem avisar e abriram uma garrafa de vinho, mas…e copos? Ninguém trouxe?

Dizia ela: “Bem, copos ainda não tenho! Também não cabiam na mochila! Ocupam muito espaço!”

Tu ainda não sabes S., mas vais ter copos que não ocupam espaço…vais ter!

Copos retráteis – 3,40€ aqui.

Plastic-Retractable-Foldable-Cups-Telescopic-Collapsible-Outdoor-Travel-Portable

Anúncios

ouvi e gostei #57

Por ter visto o Salvador Sobral no Jazz Minde, lembrei-me do pianista que toca com ele, Júlio Resende. E que pianista, senhoras e senhores… É que não há muitas palavras para descrever este tema Taste Like a song do album dele Júlio Resende Trio.

Muito bom para início de sexta feira.

A ver como termina, que logo à noite também eu toco.

amar um cão

…é chegar à escola, pôr a mão no bolso das calças e sentir que tenho ração de cão lá dentro.

Neste caso, é amar uma cadela.

A Bambi.

Chama-se assim porque tem um nariz fofinho mesmo fofinho e cor de rosa, como se fosse um verdadeiro Bambi. O nome aliás, assenta-lhe que nem uma luva porque é daqueles canídeos mesmo dóceis, a quem se pode fazer tudo e chatear até ao limite, sem que solte um ai de dor ou de ameaço. É uma podengo de pelo comprido que a maior parte do ano, mais parece um urso.

Adoptamos a Bambi numa associação/canil, e chegou cá a casa com 6 meses. Ir buscá-la foi das coisas mais duras que já fiz na vida (pelo menos para quem ama animais como eu) – “escolher” e trazer para casa apenas um animal no meio de centenas de outros, que parece que sabem disso e nos olham nos olhos , como a pensar – será que sou eu? Foi de partir o coração andar naquelas instalações. A propósito, ela é que me escolheu a mim. Mas lá a trouxemos, ela toda contente, e sempre se portou bem (na medida do possível, que ela ainda levou uns meses a roer tudo o que apanhava pela frente). A Bambi não ladrava (chegamos a pensar que fosse muda) e demorou uns bons meses para que lhe ouvíssemos a voz. Que é bem grossa, “parece um cão a sério” – costumo brincar.

Entretanto já tem 5 anos, 25 kg, está a fazer dieta (ah ah ah ah) e é muito feliz na quinta, com muito espaço para brincar e cenas várias para roer. A Bambi ultrapassou todos os traumas que trazia do canil menos um, o medo da vassoura. Não faço ideia qual seria a função da vassoura no canil, mas suspeito que não seria coisa boa. Ainda hoje, anos depois, se pegamos na vassoura com pressa, lá vai ela a fugir, dá meia volta e nunca mais ninguém a vê.

Durante este tempo, quando íamos ao veterinário (fomos pelo menos a dois – o da associação e um privado) para vacinas ou aquelas coisas de rotina, o facto de ter o nariz cor de rosa sempre soltou comentários e brincadeiras. Sempre nos avisaram para nunca deixar a Bambi ao sol e até para lhe pormos um pouco de protetor solar no nariz quando estivesse muito calor. “Ai este nariz!” Diziam os veterinários. Assim fiz, algumas vezes, até reparar que ela o lambia e que por isso nunca havia de fazer o devido efeito.

Até que um dia, por causa de uma tosquia, foi a uma clínica veterinária diferente. A veterinária examinou-a depois do banho, e mandou-me chamar à sala de espera. Entrei no consultório e perguntou-me se eu sabia da condição especial da Bambi e que tipo de medicação estava a fazer. Como? Condição especial? Eu não sabia de nada, a não ser que ela tinha um nariz especial – cor de rosa – e que não a podia deixar apanhar sol direto, fora isso… 

Fora isso, a dra assim que bateu os olhos nela suspeitou logo de alguma coisa, e perante o meu espanto, foi buscar um “catrapázio” médico, daqueles livros super grossos e pesados com fotografias de milhentas doenças lá dentro…procurou e encontrou: Lúpus.

Assim de repente a única coisa que a Bambi tinha tido na vida eram otites, fiquei a saber que o Lúpus é auto-imune e o processo inflamatório ataca tudo o que é mucosa,  diz que dá bastante dor, e a bicha sempre na boa, todos os dias parecia bem e feliz quando nos via, e brincava sempre connosco, nada no seu comportamento nos faria suspeitar que estaria doente. A própria da médica veterinária só tinha visto dois casos de lúpus em cães, desde que exerce. Melhor estudado o caso pela dra e centenas de euros depois – em exames e tratamentos, a Bambi faz agora a medicação em comprimido, todos os dias e provavelmente crónica para toda a vida, para lhe controlar os sintomas, já que a doença em si não tem cura.

A parte boa é que quem não souber de nada, nem sonha que ela é doente! Continua um bicho dócil, adorável, ativa e feliz no seu reino de trazer por casa. E agradecida, todos os dias, como sempre foi.

Foi um susto do caraças, passou noites no meu quarto, mas tudo se resolveu!

E assim se ama uma Bambi.

bambi.JPG

Obrigada à Dra Lurdes por ser um amor de pessoa e uma excelente profissional, afinal só ela viu o que os outros colegas nunca suspeitaram! Como eu costumo dizer…até para se ser cão é preciso sorte!

pechinchas compradas na net #3

Uma espécie de vaso matrioska que se auto-rega para cultivar aromáticas!

Óptima sugestão para oferecer àquelas amigas (como as minhas) que deixam morrer as plantas todas e que depois usam aquele argumento:

“Ó, também nunca me lembro de as regar!…”

3,90€

aqui.