ouvi e gostei #45

Quando um cover é melhor que o original. Costuma acontecer muito com temas pop, mais simples, que se conseguem complicar e evoluir para sonoridades mais cheias, com detalhes e maravilhosamente arranjados.

Como este “All about that bass”, pelos Postmodern jukebox, que são a banda que eu gostava de ter. D-E-M-A-I-S. Eles têm muitos mais covers no youtube, é ir lá e descobrir!

Ora ouçam lá e digam se não é ainda melhor do que a versão original.

E aquele solo de contrabaixo a 4 mãos? Deixa qualquer um de lado!

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pérolas infantis #13

Sei que já lá vai algum tempo, mas só agora me lembrei de colocar esta pérola, sobre uma conversa de Carnaval:

– Então e tu, Frederico, também foste ver o Carnaval?

– Fui! Era longe, mas gostei muito!

– Ai sim? Então e o que é que gostaste muito de ver lá no Carnaval?

– Gostei de ver as gajas, estavam nuas. O meu pai disse que elas eram bem boas!

Frederico, 4 anos

(sem tirar nem pôr nenhuma palavra. Foi exactamente assim que o Frederico me descreveu o Carnaval…)

ups!

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alerta: série extremamente viciante que nos rouba horas de sono e deixa livros por ler!…

La casa de papel.

É o nome desta malvada que faz com que não haja meio de pegar a sério no Moby Dick. Pois que foi uma recomendação de uma amiga minha que me disse qualquer coisa como: “se tu gostas de acção tens de ver esta série, é que é mesmo boa e prende-nos ao ecrã a cada segundo!”.

Ora não podia confirmar mais. Eu não sou muito dada a coisas levezinhas, então na TV muito menos. Acho que a única série que vejo assim mais para o leve é o This is Us (já vos tinha contado aqui). Agora de resto, tem de ser tudo cheio de pormenores e acção e reviravoltas que assim é que eu gosto. O meu herói de infância era o Sherlock Holmes, não sei se estão a ver. E se for baseada em factos reais tanto melhor. Não é o caso desta série, é ficção pura, mas muito bem feita, muito mesmo.

Antes desta casa de papel ainda vi Handmaid’s tale (outro género, monólogos e tal, nada a ver) e que diferença!

A série é espanhola, do realizador Alex Pina (sabem aquela ideia preconceituosa que nós tugas temos de nem bons ventos nem bons casamentos?) nada disso. A série é espanhola mas mesmo muito boa. Bem escrita, filmada e produzida, e os actores não ficam nada atrás dos das séries hollywoodescas a que estamos habituados. Cenários, pormenores, tudo impecável. Ou não fossem os senhores do Netflix saberem da horta e apostar nela. Originalmente são 15 episódios granditos então encurtaram-nos e dividiram em duas temporadas.

Pois então vou levantar aqui só a pontinha da história.

A personagem principal é um homem a quem chamam “professor”, que mete numa casa, assim em jeito de pensão completa, 8 criminosos com habilidades especiais. Depois de receberem uma espécie de masterclass com as devidas indicações – muito específicas até – lá vão eles para a casa da moeda espanhola tentar roubar (ou melhor, eles não vão roubar, vão imprimir) 2,4 mil milhões de euros. O professor fica do lado de fora, livre, durante o assalto, enquanto os outros 8 têm de gerir o grupo, o tempo, as máquinas de fazer dinheiro e os reféns (com tudo o que isso implica). Entretanto têm de gerir também mais alguns imprevistos que vão acontecendo. Entretanto “o professor” acaba por se apaixonar por quem não deve, compromete todo o assalto…e mais não posso contar.

Tudo isto no meio de muita acção, drama, suspense e – no meio do que mais me fez adorar a série – muita imprevisibilidade.

Sabem quando estamos a ver uma série e já sabemos como vai acabar, quem casa com quem, o que vai acontecer a seguir? Aqui não há disso. É mesmo um argumento muito bom e damos por nós (eu pelo menos dei por mim) a pensar – é pá, é que nem em mil anos tirava uma ideia destas da cartola! E estamos sempre a torcer por eles, mesmo sendo os supostos maus da fita.

Vejam.

Estão a perder a melhor série do ano.

Ora let’s look at the trailer, como dizia o Lauro Dérmio (lembram-se, a personagem do Herman José? Brincadeirinha!!)

Ah, entretanto preparem-se para:

1: deixar de lado todos os livros que estão a ler

2: pausar todas as outras séries que estão a ver (eu deixei os Narcos pendurados)

3: ir cheios de sono para o trabalho durante uma semana (ou mais, se conseguirem ser mais fortes que eu – que aviava uns 3 episódios de cada vez)

4: passar o dia a pensar no próximo episódio e como é que eles se vão safar (e falar espanhol de vez em quando durante o dia, só para aparvalhar 🙂

Tão cedo não aparece uma série ao nível desta, ouçam o que vos digo!

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ouvi e gostei #44

Amatorski. Ouvi em casa de uns amigos e adorei a sonoridade. Vocês sabem que eu me esforço por tentar colocar aqui – nesta rubrica – música animada, logo eu que adoro música-indie-e-depressiva-e-virada-para-dentro-e-dramática-q.b.

Não que este tema seja muito dramático, mas é um pouco mais meloso, e como ouvi e gostei, tinha de o colocar aqui. Já conheciam? Pois eu não.

Parece que são uma banda de rock belga, que existe desde 2008 (10 anos já! – onde é que eu andei que ainda não tinha ouvido isto?) e já ganharam vários prémios até.

Deixo-vos o tema que mais gostei, este Come home, simplesmente delicioso.

Parece que a vocalista –  Inne Eysermans – inspirou-se nas cartas de amor da sua avó, no tempo da segunda guerra mundial, para o escrever. Canção do ano na Bélgica, em 2010 (mais vale tarde, que nunca), vamos lá ver o que me dizem dele. 

Espero que gostem! 🙂

e está a ser mais ou menos isto, o nosso Valentine’s

Ele ofereceu-me um chocolate (daqueles pretos, mesmo pretos com pepitas de caramelo) que eu adoro.

Eu ofereci-lhe um pacote de batatas fritas – o seu único guilty pleasure – daquelas mesmo boas, gourmet e mais não sei o quê.

Maneiras que é isto.

Somos assim um bocado a atirar para o freak e weird e essas cenas todas, porque é que no S. Valentim seria diferente?

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imagem daqui.