reflexão sobre o minimalismo

Minimalism – um documentário sobre as coisas importantes. Vi-o logo no dia em que foi disponibilizado no netflix. Não foi grande surpresa porque já conhecia a corrente e reflito muitas vezes sobre ela. Será que precisamos mesmo de tudo o que temos? Será que quando queremos um roupeiro maior ou sonhamos com uma casa com mais arrumação, estamos a fazer sentido ou simplesmente a acumular coisas das quais não nos conseguimos livrar? Será que menos é mesmo mais?

Não sei. Fico na dúvida.

Sei que nas antípodas disto está aquela malta acumuladora, que vê função em tudo e acumula anos de lixo e objetos que não servem para nada, só mesmo nas suas cabeças. Consigo ver nos acumuladores algum tipo de patologia psicológica mas nos minimalistas não. Talvez porque seja uma ideia mais romântica esta, a de que precisamos verdadeiramente de muito pouco (refiro-me a bens físicos e materiais) na nossa vida do dia-a-dia. Talvez seja isso.

Mas voltando ao documentário. Adorei a forma como está realizado, a beleza da simplicidade (que no minimalismo se nota tanto!). O conceito de “coisas importantes”. As casas deles ficam mais bonitas, tão destralhadas que até apetece viver lá. As vidas deles parecem realmente mais simples de viver.

Será que somos mesmo nós que desejamos mais coisas, ou nos “obrigam” a querê-las mesmo que não precisemos delas? Roupas, telemóveis, carros, gadgets, casas? Somos nós que consumimos bens ou são os bens que nos consomem a nós? Será que quanto menos temos mais livres somos?

Somos realmente mais felizes?

Talvez os minimalistas sejam mais do que nós. Vejam o documentário que ele é lindo. E apela à reflexão.

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ouvi e gostei #39

Petit Biscuit. Som-zinho apresentado pelo meu amigo JTF, que tem tão bom gosto musical, que tive de ir logo descobrir aqui o “biscoito”. É um dj franco-marroquino com apenas 17 anos (quem me dera ter feito músicas destas – mesmo que eletrónicas – quando tinha 17 anos!). Diz que aprendeu piano, violoncelo e guitarra mas que gosta mais de música eletrónica porque lhe permite produzir combinações ilimitadas de sons. Seja.

Apesar de não ser a última bolacha do pacote, ouvi e gostei deste tema – “You”, especialmente aquela pianada inicial. Fresquinho fresquinho está o último tema dele, o “Gravitation” – que apesar de não ser bem o meu género, também achei fofinho.

 

ouvi e gostei #38

Speakeasies’s swing band. São gregos, e têm dois albuns editados. Pertencem àquele género que só há demasiado pouco tempo soube que adorava: o eletro swing jazz.

O género de som a que me juntava já amanhã para ser vocalista de uma banda a sério. Têm o ritmo certo, a voz é boa, os solos também ( o solo de clarinete na banheira!), o vídeo é delicioso. Eu ouvi e gostei de muitos temas, mas deixo-vos hoje este Bright lights late nights.

A-do-ro.

Música de festa, para dançar – e ver dançar também – a noite toda.

ouvi e gostei #37

Richie Campbell. E toda a gente conhece esta, já sei. Mas isto também é o meu diário e por isso enquadro bem aqui, este tema. Ouvi e gostei.

Não ouço reggae habitualamente, nem hip hop ou lá que estilo é o do Richie (Ricardo Costa, já agora). É português, anda aí desde 2010 e até já gravou com o filho do Bob Marley e tudo.

Voltando ao som, gostei deste tema desde que o ouvi ao vivo, o ano passado, durante as férias. O “Heaven” também é bom, mas este “Do you no wrong” é qualquer coisa que me tira do sério.

[suspiros]

Tem qualquer coisa de sexy-dark-profundo-eu-sei-lá.

Ora vamos lá ouvir esta, ao fim da tarde, a pensar na vida.

“13 reasons why” a minha perspectiva

É de mim ou realmente não há paciência para a televisão durante o verão?

Tenho 30 canais em casa mas acho assim tudo tão silly ou tão boring que voltei às séries, assim em grande: aviei as 3 temporadas de Fear of the walking dead (assunto para outro post), Stranger things (assunto para outro post) e 13 reasons why, que é o que me traz cá hoje.

A série é bastante aquele estilo colegial americano do futebol americano, quarterbacks e cheerleaders, mas no entanto o assunto é actual, representa bem o contexto potencialmente perigoso em que vivem os adolescentes e é, na minha opinião, uma série algo viciante. Episódio após episódio, suscita uma curiosidade galopante.

Diz a sinopse que: “Clay Jensen, um estudante, volta para casa da escola um dia, e encontra uma caixa misteriosa deixada na sua varanda. Dentro da caixa, ele encontra sete fitas cassete de dois lados gravadas por Hannah Baker, sua colega de escola e amor não-correspondido, que tragicamente cometeu suicídio há duas semanas atrás. Na fita, Hannah desenvolve um diário de áudio emocional, detalhando os treze motivos pelos quais se decidiu suicidar. Suas instruções são claras: cada pessoa que recebe a caixa é um dos motivos pelos quais ela se matou. E, depois de cada pessoa ouvir as fitas, deve passar a caixa para a próxima pessoa. Se alguém decidir quebrar a corrente, um outro conjunto das fitas será trazido a público. Cada fita se dirige à uma pessoa específica da sua escola e detalha o envolvimento da mesma em seu suicídio.”

Queremos saber logo o que vem na cassete seguinte, quem é citado ou não, e realmente o porquê da miúda ter decidido acabar com a vida daquela maneira. E depois o Dylan, na série Clay, é tão fofinho e inocente que dá dó. Os pais da miúda também, sempre em busca de respostas e sem nada que os fizesse suspeitar que tinham uma filha “com problemas”.

É evidente que a série retrata bullying consciente e deliberado por parte de algumas personagens. Mas depois de ver a série penso que pode ter especial interesse para que os adolescentes que a vejam reflictam se eles próprios não estarão a fazer bullying a alguém, sem mesmo se aperceberem disso, ou sem maldade – o que acho possível de acontecer também. A cena final que tanto zum zum deu por aí, é um pouco exagerada e gráfica demais, não havia necessidade de mostrar tão detalhadamente como é que se cortam pulsos longitudinalmente, numa banheira. Mas isso é  só a minha opinião.

Apesar de colegial-pseudo-dramático-adolescente, é uma boa série a ver, e há uma boa reflexão a fazer depois de a ter visto.

imagem daqui.