encapar móveis, já vos posso falar da minha experiência

Lembram-se de vos ter falado neste post acerca da malta que anda a encapar móveis com papel autocolante? Pois bem, eu andava mortinha para experimentar e não descansei enquanto não o fiz! Aqui a Pipi tinha de pagar para ver. E como prometido, cá está o resultado! Pelo menos a opinião que ficou da minha experiência!

Então vamos lá: a primeiro coisa que tenho a dizer é que percebi logo que não comprei o papel que devia – de qualidade superior. Comprei um mais fracote, muito por culpa de não acreditar e estar céptica quanto ao projecto. Passando esta parte da qualidade do papel, tecnicamente não achei a tarefa muito difícil, fiz tudo sozinha. Primeiro limpei muito bem o móvel, e depois só usei mesmo o papel, chave de fendas para retirar os puxadores, um pano seco para passar por cima e um X-acto.

Usei um camiseiro de gavetas antigo, mas em bom estado, que estava na cor natural pinho e não tinha grandes defeitos na madeira. Depois fui cortando o papel tentanto não fazer emendas nas partes mais compridas (o móvel tem 1,40m) e colando devagarinho, puxando o papel e passando com o pano para não ficarem bolhas – essa parte correu bem, não ficaram nenhumas. O camiseiro tem 7 gavetas de tamanhos diferentes e foi necessário tirar os puxadores das gavetas, forrá-las e voltar a apertá-los no final.

O projecto em si correu bem, tive alguma dificuldade foi nos acabamentos: cantos e bordas do móvel, nunca sabia bem para onde dobrar o papel que sobrava nos cantos e cortar o excesso requer também alguma perícia com o x-acto, para não se notar mesmo nada.

Se voltaria a forrar um móvel assim?

Sim, é incomensurávelmente mais fácil do que pintar, mas esqueçam lá esta técnica se o móvel em questão não for totalmente direito e se não tiver ângulos totalmente rectos. Nunca na vida me arriscaria com madeiras redondas ou cantos arredondados. Por exemplo para móveis do IKEA, aqueles que toooooda a gente tem em casa e completamente cúbicos acho que é uma boa maneira de dar um “up” na coisa e os tornar originais de uma maneira muito fácil e barata. Basta escolher um papel com padrões ou riscas, por exemplo.

Fora isso compraria um papel mais grosso e de melhor qualidade para um projecto maior ou com maior visibilidade, do que este camiseiro. Além disso é rápido, fiz a colagem em todo o móvel em cerca de 3 ou 4 horas, sem ajuda – se não certamente teria sido mais rápido. Quanto ao preço também é um ponto positivo, gastei cerca de 6€ em 9 metros de papel e nada mais. Outro aspecto a referir é que experimentei descolar o papel (para ver como se comportava a madeira – e não fica nada estragada, o que pode ser bom para pessoas que gostam de mudar com frequência o aspecto dos móveis lá de casa).

Apesar de tudo, gostei do resultado e vou certamente voltar a fazer numa estante que está a precisar de ficar mais clean. E desta vez, vai ser ainda mais fácil, de certeza!

   
   
 

nice and cozy #7

Um escritório na despensa. Para mim não dava, que o meu escritório talvez seja a divisão da casa mais cheia, mas lá que é uma ideia gira para casas pequenas, é.

E depois a parte melhor é que dá para fechar a porta como se nada fosse e deixar o trabalho (ou o estudo) lá dentro.

imagem daqui e daqui.

Renovar móveis com papel adesivo. Será?

Ando eu sempre em busca de ideias e inspiração para a bricolage cá de casa, quando me deparo com isto: móveis que ganham nova vida porque são forrados com papel adesivo. Sim, não é vinil, não é um papel especial, é mesmo aquele papel meio plastificado que se usa na escola (eu tenho montes de cores cá em casa) e aparentemente fica bem, não se nota nada e os móveis ficam novos. Ora espreitem o vídeo da Zovie para terem uma ideia do que vos falo. Conheciam? Pois eu não, só conhecia aqueles vinis que se compram já prontos para aplicar normalmente a móveis do ikea, mas  como os que quero pintar não são desses, nunca me entusiasmei muito com isso. Bem, parece que os nossos irmãos brasileiros são experts nesta técnica. Forram tudo, estantes, roupeiros, cómodas, eu sei lá – vi vídeos que não lembram ao menino jesus, até os vi forrar micro-ondas e frigoríficos… Há quem faça esta técnica em móveis de cozinha, mas com água à mistura, em superfícies com muita limpeza, já não acredito! Eu que sou um ser céptico por definição, tenho sempre de experimentar para ver, e só depois criar a minha própria opinião. Mas lá um aspeto positivo tem: a facilidade da coisa. O não gostar, tirar o papel e voltar ao que estava. Além disso tenho sempre muita vontade de mudar, pintar móveis e tal, mas depois vem a parte de ter de lixar tudo e escolher as tintas e os pincéis e passa-me um bocado a vontade, primeiro porque tenho medo de estragar móveis que são bons (só lhes queria mudar mesmo a cor) e depois porque aquele pó todo que é preciso fazer, tira-me logo a disposição decorativa. Assim sendo, acho que vou dar o benefício da dúvida e um dia destes vou-me pôr a encapar móveis, suspeito que será um pouco mais difícil que encapar livros, mas não há como experimentar. Quando tiver tempo, claro. Talvez daqui a um mesito. Mas depois venho cá dizer se resulta assim tão bem ou se ficou uma bela bosta.

Os meus morangos

Isto de envelhecer traz coisas engraçadas. Eu que passei a minha infância e adolescência na quinta, nunca quis fazer nada de especial no que respeita à agricultura e floricultura e cenas ligadas à terra, enquanto lá vivi. Na verdade ninguém da minha família fazia nada com os canteiros que tínhamos lá em casa, nunca se plantou nem cultivou nada.

Aliás, não gosto nem nunca gostei de campo (a casa de que vos falo era apesar de tudo na cidade), não gosto de mosquitos e de animais sem espinha dorsal e nunca tive especial chamamento pela cena da natureza – apesar de sempre ter achado graça quando era tempo de colher laranjas, limões, maçãs, figos e maracujás, que era o que de comestível havia por lá e que se desenvolvia sem rega ou grandes cuidados. No entanto e porque isto de envelhecer traz coisas engraçadas, agora que vivo num apartamento há uns bons anos, parece que me deu uma vontade de plantar cenas e ter vasos, ter terra em casa e cultivar.

Sem falar nas plantas de casa – daquelas simplesmente verdes e decorativas que toda a gente tem, tudo começou por uma brincadeira com as suculentas e a beleza com que as vi crescer (aqui), as sementes de tomate (aqui), e agora dou por mim na net a ler artigos sobre rega, número de horas de exposição solar e temperaturas ideais.

Isto porque comprei dois morangueiros, na verdade não sei bem porquê, eu gosto muito de morangos mas nunca tinha tido morangueiros na quinta. Vi-os no supermercado cheios de florzinhas brancas – tão amorosos! e trouxe-os para casa, replantei e estão à janela por causa das 6 horas de exposição solar ideal. Rego-os generosamente de dois em dois dias, no fundo do vaso e não diretamente na terra, e estão à janela mas do lado de dentro, para que se mantenham os 20 graus mínimos.

Já tenho vários morangos de 2 centímetros em desenvolvimento, e todos os dias quando chego a casa vou lá vê-los, para saber se cresceram mais um bocadinho ou se ficaram vermelhos. Tenho já  um grande e vermelho que vou comer um dia destes e vos mostro na foto.

Não sei o que se passa comigo. Estou a amolecer. Noutro dia pensei em fazer compostagem.

Envelhecer traz coisas engraçadas.