a minha horta #4

Digam lá que estas sementeiras recicladas (com feijão e courgette redonda) não são as mais fofas do mundo!…

   

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Apresento-vos… a minha horta #1

Ainda não tinha tido o devido tempo para escrever este post em condições e vos contar que tenho um hobbie novo: a horta!

Depois das suculentas (que vos falei aqui), da peripécia com os tomates que semeei por brincadeira (aqui) e dos morangos (aqui), comecei a desenvolver um gosto especial por plantas, de todo o tipo, incluindo hortícolas e aromáticas.

E como este outono que passou tive mais tempo que o habitual e um canteiro na quinta limpo e disponível só para mim…comecei a escavar, plantar, semear, fazer experiências. Mãos na massa, que é o que eu gosto de fazer com a maior parte do meu tempo livre. 

Acho que cá em casa ninguém acreditou muito que eu levasse a coisa para a frente quando lhes disse o que pensava fazer, mas li algumas coisas, pesquisei quais as melhores culturas mediante o espaço e exposição solar que tenho no terreno, perguntei dicas a quem sabe verdadeiramente da coisa… e assim nasceu a minha pequena horta! 

Claro que durante o processo fiz muita asneira, algumas plantas ficaram pelo caminho, primeiro não havia meio de haver chuva (e eu não sabia regar em condições) depois outras não sobreviveram ao inverno (até que eu aprendesse a pô-las numa estufa improvisada), mas houve outras que ainda consegui salvar. Não soube logo de primeira distinguir entre uma erva daninha e uma ervilha germinada e tenho noção que ainda tenho muito para aprender! Mas…

…O que importa é que me diverti muito a fazê-la e ainda me divirto a mantê-la fresca e verdinha! Sempre que posso passo por lá só para dar uma espreitadela a ver se já cresceram mais um bocadinho! Ou para exterminar ervas daninhas, por exemplo!

Claro que isto é só mesmo uma brincadeira, tipo daquelas hortas pedagógicas que se fazem nas escolas para os miúdos não pensarem que os vegetais nascem na prateleira do supermercado – até porque dadas as dimensões da coisa – comia aquilo tudo numa semana. 😃

Então e o meu “aquilo tudo” consiste em meia dúzia de: couves penca e coração, alfaces, brócolos, alhos, beterrabas, nabos, ervilhas, tomates, menta, salsa, maracujás e uma physalis.

   

   
Posso dizer-vos que, pelo menos na minha experiência (que sou um ser um pouco frenético), achei que o contacto com a terra é terapêutico e me fez faz ficar mais calma e relaxada e de bem comigo mesma! É um óptimo tranquilizante natural, pelo menos para mim!

Quem não tem terreno à disposição pode sempre fazer na varanda com recurso a vasos, experimentem! Não há satisfação igual à de comer uma coisa que fomos nós que plantamos e vimos crescer! 

É todo um novo respeito pela terra, pela agricultura e por aquilo que comemos! 

Vou mostrando por aqui a evolução da coisa e as colheitas que for fazendo, espero! 🌱🌿🍅🍑

Pipi, a romântica

Estava eu no grupo de what’s up que mantenho com as minhas amigas do coração, quando uma delas conta que vai morar com o namorado. 

Em vez de lançar confettis, fazer toda uma festa, eu:

– “Olha fazes bem, assim sempre poupas dinheiro na renda.”

Só que ela me responde que não, que até nao vai ficar mais barato porque vão mudar-se para mais perto do centro da cidade (que por acaso é uma grande capital europeia) e por isso vão ter mais despesas do que ela teria, se continuasse efectivamente sozinha.

Num momento de rara inspiração, sai-me esta tirada brilhante:

-“Morar junto é giro! Nos primeiros 3 anos! Depois disso é lavar roupa e pendurar cuecas por todo o lado (os homens gastam bué cuecas) e fazer almoços e jantares, e lavar louça e passar a vida a dizer-lhes onde está isto e aquilo… Mas lá que é giro, no inicio, é… Bem, assim de repente ocorre-me uma grande vantagem de viver com eles –  é que se nos acontecer alguma coisa durante a noite eles estão lá! Isso e ser muito mais difícil alguém nos raptar durante o sono, por exemplo.”

Felizmente essa minha amiga conhece-me há mais de uma década e sabe que eu sou…

…naturalmente parva.

E romântica.

Claro que depois conversei com ela como uma pessoa normal, felicitei-a e tal…desejei que tudo corresse pelo melhor. Para me redimir, reforçei ainda que, viver sem parvoíce não é viver, é sobreviver!

😨

bricolage #2: mesinha de cabeceira

É verdade, mais um projecto superado! Sempre tive curiosidade em pintar móveis, mas só aquela ideia de começar a lixar madeira e aquele pózinho fininho a voar por todo o lado…dava-me calafrios. Por isso nunca me aventurei em nada desse género, que envolvesse lixar e pintar e tal.

Até que fui a casa de um amigo e vi os móveis dele marcadamente antigos, aquele estilo móveis-conto-de-fadas…só que brancos! Ora, estranhei logo e perguntei-lhe se já eram originalmente brancos. Pois que não eram, foram pintados disse-me ele.

Fiz aquele olhar de pena, pensei e disse-lhe qualquer coisa como:

– Grande trabalho deves ter tido a lixar isto tudo!

Só que não. Ele explicou-me que hoje em dia já existem tintas super especiais e que já não é preciso lixar e blá blá blá blá blá blá…, porque já não ouvi mais nada. O meu raciocício ficou preso naquilo do “não é preciso lixar” e não avançou mais.

Espera lá… Não é preciso lixar? Como não é preciso lixar?

Não o larguei mais (ao meu amigo) desde aquele minuto. Por dentro, toda eu batia palminhas de excitação já a pensar em todos os móveis que mudaria de cor, caso soubesse pintar e não fosse preciso…lixar!

Lá consegui convencê-lo a que me desse um workshop para me ensinar a pintar (que os móveis dele estavam um espanto e eu tinha de aprender aquilo!).

– Traz uma peça que queiras pintar e eu explico-te tudo.

(música para os meus ouvidos!)

Cheguei à quinta, olhei à volta e escolhi para levar a peça mais pequena que me ocorreu. Uma mesinha de cabeceira com tampos em mármore. Ups, com 120 anos. Da avó da minha mãe. Se calhar não é boa ideia, mas lá lhe pedi autorização (à minha mãe, claro) e tudo ok. Mesinha de cabeceira no carro, vamos lá embora.

Já em casa do meu amigo, descobri todo um mundo de primários, tintas, diluentes, pincéis e rolos. Tabuleiros e baldes, fitas de pintor, isolamentos, etc.

Então vamos lá. Para este projecto usei:

  • tinta de base sintética branca
  • sub-capa sintética branca
  • diluente sintético (para diluir a tinta)
  • diluente celuloso (para limpar pinceis e utensílios)
  • pincéis
  • rolo pequeno
  • luvas de protecção
  • panos e tecidos para proteger o chão
  • fita de pintor

Tirei notas numa folhinha, vi e experimentei a técnica. O meu amigo J. achou que eu até tinha um certo jeito e depois de um bom bocado a ver, lá me deixou passar à acção. Pelo meio ainda jantamos, enquanto a peça secou, demos uma segunda de mão, tinha de secar outra vez e voltei no dia seguinte, porque não aguentava deixar a minha obra assim, inacabada. De vez em quando toda a gente passava por lá para dar conselhos, fazer observações e ver como andava a “obra”.

Fiz tudo direitinho, dei o meu melhor e cá está o resultado final. Mesmo gira, não?

   
 
Disse-lhe a ele e digo-vos a vocês também: agora, meus amigos, ninguém me pára.

Vou desatar a pintar tudo cá por casa. 🙂

 

 

bricolage #1: vasos de cimento

Antigamente chamavam-se a estas coisas trabalhos manuais. Sempre adorei e a minha mãe sempre cultivou em mim a destreza manual. Em minha casa sempre me incentivaram a pintar, a fazer crochet – não naperons, mas coisas giras tipo estojos e malas e essas coisas – arraiolos, ponto cruz… Lá por casa enquanto fui crescendo, sempre se mudaram lâmpadas, sempre se fez pequenos arranjos, e em jeito de brincadeira até costumávamos dizer que “não precisávamos de homens para quase nada…”

Isto para dizer que sempre fui pessoa de mãos na massa (literalmente!) e por isso sou amante de bricolage. Tudo que seja para construir, pintar, fazer com as mãos, ui! contem comigo.

Uma das “bricolages” que fiz durante o verão (e só agora tive um tempinho para vir mostrar) foi vasos de cimento. Sim, leram bem. Nas minhas arrumações encontrei um saco de cimento esquecido lá por casa e não descansei enquanto não lhe encontrei destino.

Se fizerem uma pequena pesquisa na internet, vão saber logo do que estou a falar. Então no youtube existem centenas de vídeos com vários tamanhos e técnicas para se fazer este projecto. Como saiu daqui um trabalho fácil, barato e engraçado de se fazer, cá fica a minha experiência, e vou mostrar-vos como me saí.

Inspirei-me nesta foto e siga para a massa!

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Vamos precisar de:

  • cimento
  • areia
  • agua
  • oleo de girassol ou outro óleo qualquer (eu usei wd40 porque era em spray e estava por lá mesmo à mão de semear)
  • caixas para servir de molde (uma exterior e uma mais pequena para o interior)
  • lixa para madeira
  • tinta (da cor que quiserem ou várias até)
  • fita de pintor
  • pinceis finos

Preços:

  • cimento – 2,5€ (eu não comprei o meu, mas 1kg deve andar à volta disto)
  • areia – grátis (da praia)
  • lixa – 0,60€
  • tinta – 4€
  • pincéis – 2€
  • fita de pintor – 1€

Então, vamos precisar de cimento, certo? Descobri que existem vários tipos de cimento (normal, cola e especiais) mas vamos ficar-nos com o normal e mais barato, naquela cor de cimento mesmo, aquele acinzentado que está mesmo na moda em todas as revistas de décor, tendências e afins. Também descobri que existe cimento branco, mas não fui por aí, até porque já tinha o meu na garagem e por isso foi o que usei. Keep it simple.

Depois é medir os pós todos, uma parte de cimento, uma parte de areia e um bocadinho de água. Mistura-se primeiro muito bem e só depois se junta a água, que é um bocado a olho. Não é preciso muita, que aquilo começa logo a ligar, é preciso é ter força e mexer tudo muito bem.

Depois da mistura feita (diria que a textura ideal é assim a de massa de bolo) é só virar para um recipiente já untado de óleo. Convém escolher antes os recipientes, para que encaixem bem e não fique muito espaço entre um e outro. Não encher o recipiente até cima porque depois vamos ter de colocar no centro o outro recipiente. Se estiver demasiado cheio, o cimento vai transbordar e suja tudo. Convém bater bem por fora com um utensílio qualquer, para eliminar bolhas de ar.

Fica mais ou menos assim.


Depois é aguardar 24h para secar (fiz no verão, por isso prevejo que se fizerem no inverno demore mais tempo, não sei). Com alguma paciência desenforma-se primeiro o recipiente de dentro e depois basta virar ao contrário o de fora et…. voilá! Está feito.

 


Lixa-se um bocadinho os cantos e arestas mais aguçadas com lixa de madeira (fininha! não façam como eu que na primeira vez usei uma bem grossa e ia ficando sem vaso) e está pronto para pintar! Usem a fita de pintor para fazer formas – risquinhos, listas maiores…é dar asas à criatividade! Com umas suculentas lá dentro ficam um must!

Os meus acabaram assim!

  
E também fiz estes diferentes, ao jeito little monsters!

 


Mas o que não falta é inspiração por essa internet fora! Usando recipientes com formas diferentes, conseguem-se trabalhos mesmo giros!

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fotos daqui, daqui, daqui e daqui. As outras são minhas!