ouvi e gostei #39

Petit Biscuit. Som-zinho apresentado pelo meu amigo JTF, que tem tão bom gosto musical, que tive de ir logo descobrir aqui o “biscoito”. É um dj franco-marroquino com apenas 17 anos (quem me dera ter feito músicas destas – mesmo que eletrónicas – quando tinha 17 anos!). Diz que aprendeu piano, violoncelo e guitarra mas que gosta mais de música eletrónica porque lhe permite produzir combinações ilimitadas de sons. Seja.

Apesar de não ser a última bolacha do pacote, ouvi e gostei deste tema – “You”, especialmente aquela pianada inicial. Fresquinho fresquinho está o último tema dele, o “Gravitation” – que apesar de não ser bem o meu género, também achei fofinho.

 

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ouvi e gostei #38

Speakeasies’s swing band. São gregos, e têm dois albuns editados. Pertencem àquele género que só há demasiado pouco tempo soube que adorava: o eletro swing jazz.

O género de som a que me juntava já amanhã para ser vocalista de uma banda a sério. Têm o ritmo certo, a voz é boa, os solos também ( o solo de clarinete na banheira!), o vídeo é delicioso. Eu ouvi e gostei de muitos temas, mas deixo-vos hoje este Bright lights late nights.

A-do-ro.

Música de festa, para dançar – e ver dançar também – a noite toda.

ouvi e gostei #37

Richie Campbell. E toda a gente conhece esta, já sei. Mas isto também é o meu diário e por isso enquadro bem aqui, este tema. Ouvi e gostei.

Não ouço reggae habitualamente, nem hip hop ou lá que estilo é o do Richie (Ricardo Costa, já agora). É português, anda aí desde 2010 e até já gravou com o filho do Bob Marley e tudo.

Voltando ao som, gostei deste tema desde que o ouvi ao vivo, o ano passado, durante as férias. O “Heaven” também é bom, mas este “Do you no wrong” é qualquer coisa que me tira do sério.

[suspiros]

Tem qualquer coisa de sexy-dark-profundo-eu-sei-lá.

Ora vamos lá ouvir esta, ao fim da tarde, a pensar na vida.

estive ausente… mas voltei! #4

Esta actividade é um clássico. Todos os anos (mostrei-vos aqui o do ano passado) me pedem para desenvolver um workshop temático musical com recurso a construção de instrumentos musicais reciclados. Eu divirto-me à brava a fazer estes trabalhos manuais com eles…e no fim ainda os usamos para tocar algumas peças musicais bem conhecidas! Uma delas, de Bach e até conseguiram aprender um pouco sobre a vida e obra deste compositor!

E cá estão os instrumentos que fizemos:

Guizeiras

  • esferovite circular
  • cola
  • guaches
  • pinceis
  • fita cola
  • cola quente
  • guizos avulsos

 

Paus de chuva

  • tubos de cartão
  • guaches
  • pincéis
  • fita cola
  • tampas de garrafão para fechar
  • arroz, massa, feijões, etcs para colocar dentro

 

Beliscofones

  • tubos de cartão largo
  • balões
  • guaches
  • pinceis
  • fita cola

 

 

 

ouvi e gostei #36

Tash Sultana. É uma intérprete e compositora Australiana, que me foi dada a conhecer pela dica do meu querido amigo F (a propósito, podes mandar mais dicas destas, sempre que quiseres!). Pelo que vi, ela trabalha essencialmente com loops, o que lhe permite fazer exactamente o que lhe der na gana (quem me dera, um sonoro em que só eu reinasse – ahahah – mas infelizmente não tenho capacidade para tal).

Bem, voltando à Natasha (Tash para os amigos). Gosto do registo de guitarra dela, dos solos simples e mesmo na distorção (coisa que regra geral não aprecio) gostei de a ouvir. A voz não é uma raridade nunca antes ouvida, mas tem um timbre meio soul, bem bonito! O primerio EP dela chama-se Motion, mas o tema que mais gostei de ouvir foi este “murder to the mind”, deste ano ainda, está fresquinho, fresquinho!

Para uma menina de 21 anos, não está nada mal. Por via das dúvidas, vou segui-la a ver no que isto vai dar.

Vejam aqui o vídeo dela e vejam lá se não concordam comigo…

ouvi e gostei #35

Jesus Alejandro, el niño. Não sei bem onde é que apanhei este tema, mas ouvi e gostei. Mais ao estilo world music, salsa e tal que também gosto. O Jesus é conhecido como “El niño” e de origem Cubana. Nasceu em Havana e emigrou para os Estados Unidos, mudou-se depois para Montreal no Canadá e vive por lá.

Adoro a onda deste tipo de música, as guitarras, as vozes e os solos de trompete! Deixo-vos com este tema que se chama “Serrana”.

Dançai gente, dançai! 🙂

O Salvador (Sobral)

Gostei dele desde o início. Não foi uma paixão avassaladora, mas sempre lhe reconheci talento e qualidade no que faz. Nunca me importei com os seus “tiques”, primeiro porque não acho que o sejam, (fazem parte da interpretação própria de cada um e eu própria descobri há pouco tempo que também os tenho – who cares?) e depois porque há deles para todos os gostos , espalhados por tanto pessoal do show biz, consagrado ou não. Não acho isso importante.

Agora que a canção é boa, não tenho dúvidas quanto a isso – achava-a apenas “pouco festivaleira”. Realmente nunca pensei que um tema como aquele pudesse chegar à final, cantar e vencer. Acho que não estamos (nós os portugueses em geral) habituados a ganhar – seja o que for. Podia ter sido o campeonato mundial de sueca ou a eurovisão. Simplesmente não fomos ensinados a acreditar em nós próprios (ou então fomos e isso perdeu-se numa qualquer geração anterior à nossa, não sei).

E talvez tenha sido esse o problema (do Salvador e do resto do país nas mais variadas vertentes) – não acreditarmos em nós e no facto de poder fazer uma coisa diferente e isso resultar numa vitória. Contra mim falo.

Fora isso, cada vez que o ouço em mais uma declaração, em mais uma entrevista ou conferência de imprensa, mais gosto dele.

Parece-me que passou e continua a passar uma boa mensagem com a “música dos hamburgueres”, o “isto estava tudo combinado”, o “estou muito cansado, mas sabe que normalmente eu falo melhor” ou ainda o “se calhar agora vou começar a cobrar mais pelos meus concertos”. Só uma pessoa muito segura de si e do que quer fazer, tem este tipo de brincadeira consigo prório e com os outros.

Uma lufada de ar fresco, é o que ele é – músicos novos, assim com este à vontade, descontração e presença – isto é música para os meus ouvidos. E para a minha cabeça.

Parabéns e muito orgulho, acho que é o que a malta sente por ti.

imagem daqui.