O Salvador (Sobral)

Gostei dele desde o início. Não foi uma paixão avassaladora, mas sempre lhe reconheci talento e qualidade no que faz. Nunca me importei com os seus “tiques”, primeiro porque não acho que o sejam, (fazem parte da interpretação própria de cada um e eu própria descobri há pouco tempo que também os tenho – who cares?) e depois porque há deles para todos os gostos , espalhados por tanto pessoal do show biz, consagrado ou não. Não acho isso importante.

Agora que a canção é boa, não tenho dúvidas quanto a isso – achava-a apenas “pouco festivaleira”. Realmente nunca pensei que um tema como aquele pudesse chegar à final, cantar e vencer. Acho que não estamos (nós os portugueses em geral) habituados a ganhar – seja o que for. Podia ter sido o campeonato mundial de sueca ou a eurovisão. Simplesmente não fomos ensinados a acreditar em nós próprios (ou então fomos e isso perdeu-se numa qualquer geração anterior à nossa, não sei).

E talvez tenha sido esse o problema (do Salvador e do resto do país nas mais variadas vertentes) – não acreditarmos em nós e no facto de poder fazer uma coisa diferente e isso resultar numa vitória. Contra mim falo.

Fora isso, cada vez que o ouço em mais uma declaração, em mais uma entrevista ou conferência de imprensa, mais gosto dele.

Parece-me que passou e continua a passar uma boa mensagem com a “música dos hamburgueres”, o “isto estava tudo combinado”, o “estou muito cansado, mas sabe que normalmente eu falo melhor” ou ainda o “se calhar agora vou começar a cobrar mais pelos meus concertos”. Só uma pessoa muito segura de si e do que quer fazer, tem este tipo de brincadeira consigo prório e com os outros.

Uma lufada de ar fresco, é o que ele é – músicos novos, assim com este à vontade, descontração e presença – isto é música para os meus ouvidos. E para a minha cabeça.

Parabéns e muito orgulho, acho que é o que a malta sente por ti.

imagem daqui.

A pergunta que se impõe sobre este aparato todo do Papa em Portugal

Como é que terão trazido o papa móvel para Portugal? 

Veio num contentor? De avião? Ou a rolar na estrada? Será que só existe um papa móvel ou vários?

Eu sou pessoa com dúvidas extremamente pertinentes e importantes.

Fora isso, não trabalhar hoje à tarde até que me está a saber bem!

“The night of”, uma série do caraças

Vi no blog da M. , que leio regularmente – uma sugestão de séries a ver. Achei particularmente graça a esta: “The night of” (tenho um fraquinho por policiais – desde o Sherlock Holmes à Agata Christie). É uma série criminal sobre um miúdo de origem paquistanesa, certinho, aparentemente injustiçado, que se envolve com uma miúda que não conhece. Passa a noite com ela no meio de algumas drogas e álcool (coisas que ele não costumava fazer) e de manhã, ela aparece morta no quarto com facadas. Automaticamente ele é o primeiro suspeito, é preso e tenta a sua defesa nos meandros da justiça norte-americana, com advogados que nuca tentam saber a verdade dos factos e detectives e investigadores que apenas querem ficar bem na foto de fim de carreira.

É uma série policial/drama, com um enredo perfeitamente possível de acontecer na vida real e que mostra bem como está organizado o sistema judicial americano. Prendeu-me desde o primeiro episódio, e não descansei enquanto não vi todos. Adorei.

Deixo-vos o teaser. Ora vejam.

 

Uma espécie de piropo que não me incomodou no meu passeio

Este ano letivo, às 4as e 6as feiras de manhã, vou trabalhar de boleia com colegas de trabalho. Não porque fosse estritamente necessário, mas por um lado é uma boa maneira de trocar impressões e experiências sobre aulas e por outro poupamos combustível – o que para professores que nunca vão ser ricos, é sempre uma boa ideia. Então, nessas quartas feiras como hoje, saio das aulas da manhã e vou andado em passeio (essa escola é num meio rural). Já me habituei a ver as diferenças de estação nas árvores de fruto, a época dos kiwis, as flores, a carrinha do peixeiro, cães, gatos, galinhas e vacas, e vou ter com a minha boleia ao ponto de encontro marcado, quer faça chuva quer faça sol (como hoje). Nesse caminho fantástico que faço a pé por opção, (são mais ou menos 20 minutos) já levei com granizo e trovoada em cima, mas em compensação apanho sempre com cheiros e cores maravilhosas. Neste último mês reparei que estão a fazer uma casa nova numa das ruas por onde passo (rurais, não sei se já vos disse) e apanho sempre os senhores das obras (vulgo trolhas e pedreiros – profissões que eu muito respeito, principalmente quando sonho com obras cá em casa) a trabalhar – eles também já repararam que eu passo lá, todas as 4as feiras, a pé, à mesma hora.

Hoje disseram um para o outro, nos andaimes (não sei se era suposto eu ouvir, mas acho que sim):

– “Ó não sei quantos” (não percebi o nome) olha aqui! Lá vai a flor mais bonita que passa nesta rua, aproveita que só passa à 4af!

Eu achei simpático, quase ternurento eles repararem na minha rotina de passeio e não me incomodei nada com esta espécie de piropo. Sorri de volta e quase lhes acenei com a mão (não o fiz porque achei que fosse demais). Fossem todos os piropos assim e não havia necessidade de os terem criminalizado.

Cartoon daqui.

Muffin de brócolos

É, muffins salgados ainda não tinha visto, mas encontrei esta receita que vos deixo aqui e pareceu-me boa ideia, ficam tão lindinhos os brócolos dentro do bolinho. Além disso não é muito difícil de fazer e parece-me mesmo a calhar para uma opcão “take away” tipo piquenique ou um passeio dos miúdos. Então cá vai!

Ingredientes

1 Brócolo inteiro

2 ovos

meio quilo de puré de batata

50 gramas de manteiga

150 gramas de farinha normal ou integral

1 colher de sopa de fermento em pó

Sal e pimenta a gosto

uma pitada de caril, paprika, cebola e alho em pó (ou outros temperos ao vosso gosto)

1 pacote de queijo ralado

Preparação

Cozer os brócolos em água a ferver mais ou menos 1 minuto, para não ficarem muito moles, retirar e escorrer a água.

Separar as gemas das claras e bater as claras em castelo. Misturar as gemas com o puré de batata e a manteiga. Juntar a farinha com o fermento, o sal e as especiarias à massa. Misturar as claras em castelo a esta massa, envolvendo sem bater.

Barrar as formas de queque com manteiga e polvilhar de farinha. Colocar lá dentro um pouco de massa no fundo, o brócolo pequenino e preencher de massa novamente.

Polvilhar queijo ralado por cima da massa de cada queque e vai ao forno a 180 graus por mais ou menos 20 minutos.

Adorei a ideia e fica mesmo bonito o brócolozinho dentro do queque!

Receita de Muffin de brócolis fácil

Foto e receita adaptada daqui.

Pérolas infantis #12 (especial dia da mãe)

Feliz dia da Mãe! 

Feliz dia da mãe à minha mãezinha que é óbvia e taxativamente a melhor mãe do mundo!

Para assinalar devidamente a data, aqui vos deixo esta pérola: mães para todos os gostos, pelos meus alunos.

Há galinhas, periquitas, leoas e focas, é só escolher! 🙂