a minha horta #2

Agora sim, a minha horta tem uma-espécie-de-agricultora calçada em condições!

Até parece que a Zara me leu os pensamentos! Era isto mesmo que eu procurava!

Na horta…mas com estilo!!!!

Hi hi hi!

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Uma pessoa sabe que está a ficar velha…

Quando, cá em casa, uma garrafa de vinho – depois de aberta – começa a durar uma semana.

Deve ser o fim anunciado da maluqueira da juventude.

Imagem daqui.

Malta do Porto e arredores que goste de soul e de jazz, estão por aí?

Pois bem, se estão e não têm melhor programa para amanhã à noite, toca a passar na casa da música às 21h30 para ouvir aqui o Myles – não o Davis, o Sanko!

Eu por acaso não o conhecia, mas a Smooth – a minha rádio favorita de todos os tempos – ofereceu-me bilhetes e lá vou eu, toda contente ouvi-lo com toda a atenção!

Diz que é assim mesmo daquele tipo de som que eu gosto: soul com groove e umas jazzadas dissonantes pelo meio.

Apareçam! 

Deixo aqui um tema dele só para abrir o apetite, mas é ouvir o álbum novo e tirar daí conclusões!

(O vídeo é lindo.)

Apresento-vos… a minha horta #1

Ainda não tinha tido o devido tempo para escrever este post em condições e vos contar que tenho um hobbie novo: a horta!

Depois das suculentas (que vos falei aqui), da peripécia com os tomates que semeei por brincadeira (aqui) e dos morangos (aqui), comecei a desenvolver um gosto especial por plantas, de todo o tipo, incluindo hortícolas e aromáticas.

E como este outono que passou tive mais tempo que o habitual e um canteiro na quinta limpo e disponível só para mim…comecei a escavar, plantar, semear, fazer experiências. Mãos na massa, que é o que eu gosto de fazer com a maior parte do meu tempo livre. 

Acho que cá em casa ninguém acreditou muito que eu levasse a coisa para a frente quando lhes disse o que pensava fazer, mas li algumas coisas, pesquisei quais as melhores culturas mediante o espaço e exposição solar que tenho no terreno, perguntei dicas a quem sabe verdadeiramente da coisa… e assim nasceu a minha pequena horta! 

Claro que durante o processo fiz muita asneira, algumas plantas ficaram pelo caminho, primeiro não havia meio de haver chuva (e eu não sabia regar em condições) depois outras não sobreviveram ao inverno (até que eu aprendesse a pô-las numa estufa improvisada), mas houve outras que ainda consegui salvar. Não soube logo de primeira distinguir entre uma erva daninha e uma ervilha germinada e tenho noção que ainda tenho muito para aprender! Mas…

…O que importa é que me diverti muito a fazê-la e ainda me divirto a mantê-la fresca e verdinha! Sempre que posso passo por lá só para dar uma espreitadela a ver se já cresceram mais um bocadinho! Ou para exterminar ervas daninhas, por exemplo!

Claro que isto é só mesmo uma brincadeira, tipo daquelas hortas pedagógicas que se fazem nas escolas para os miúdos não pensarem que os vegetais nascem na prateleira do supermercado – até porque dadas as dimensões da coisa – comia aquilo tudo numa semana. 😃

Então e o meu “aquilo tudo” consiste em meia dúzia de: couves penca e coração, alfaces, brócolos, alhos, beterrabas, nabos, ervilhas, tomates, menta, salsa, maracujás e uma physalis.

   

   
Posso dizer-vos que, pelo menos na minha experiência (que sou um ser um pouco frenético), achei que o contacto com a terra é terapêutico e me fez faz ficar mais calma e relaxada e de bem comigo mesma! É um óptimo tranquilizante natural, pelo menos para mim!

Quem não tem terreno à disposição pode sempre fazer na varanda com recurso a vasos, experimentem! Não há satisfação igual à de comer uma coisa que fomos nós que plantamos e vimos crescer! 

É todo um novo respeito pela terra, pela agricultura e por aquilo que comemos! 

Vou mostrando por aqui a evolução da coisa e as colheitas que for fazendo, espero! 🌱🌿🍅🍑

Pipi, a romântica

Estava eu no grupo de what’s up que mantenho com as minhas amigas do coração, quando uma delas conta que vai morar com o namorado. 

Em vez de lançar confettis, fazer toda uma festa, eu:

– “Olha fazes bem, assim sempre poupas dinheiro na renda.”

Só que ela me responde que não, que até nao vai ficar mais barato porque vão mudar-se para mais perto do centro da cidade (que por acaso é uma grande capital europeia) e por isso vão ter mais despesas do que ela teria, se continuasse efectivamente sozinha.

Num momento de rara inspiração, sai-me esta tirada brilhante:

-“Morar junto é giro! Nos primeiros 3 anos! Depois disso é lavar roupa e pendurar cuecas por todo o lado (os homens gastam bué cuecas) e fazer almoços e jantares, e lavar louça e passar a vida a dizer-lhes onde está isto e aquilo… Mas lá que é giro, no inicio, é… Bem, assim de repente ocorre-me uma grande vantagem de viver com eles –  é que se nos acontecer alguma coisa durante a noite eles estão lá! Isso e ser muito mais difícil alguém nos raptar durante o sono, por exemplo.”

Felizmente essa minha amiga conhece-me há mais de uma década e sabe que eu sou…

…naturalmente parva.

E romântica.

Claro que depois conversei com ela como uma pessoa normal, felicitei-a e tal…desejei que tudo corresse pelo melhor. Para me redimir, reforçei ainda que, viver sem parvoíce não é viver, é sobreviver!

😨

Está oficialmente aberta a época da tangerina*

A minha mãe mandou-me um montão de tangerinas biológicas da quinta.

Tentei “empandeirar” algumas para casa da sogra. Sem sucesso porque a própria da sogra também tinha mandado tangerinas cá para casa.

De maneira que me vi com quilos delas, comemos algumas, mas a maioria ia acabar por se estragar!

Conclusão?

Vou fazer doce, fica a receita!

Ingredientes:

  • 1 kg de tangerinas
  • Meio quilo de açúcar (ou menos se usarem pectina)
  • 1 chavena de água

Preparação:

Retirar a casca, o máximo de peles brancas dos gomos e todos os caroços. (Chaaaaaaatooooooo!!!!!)

Colocar numa panela os gomos, o açúcar e a água. (Se usarem pectina sigam as instruções da embalagem!) A panela pode ficar em lume alto até ferver. Quando começar a ferver baixar para lume brando e deixar cozinhar uma hora e meia, mexendo de vez em quando.

Deixar arrefecer e colocar em frascos de vidro esterilizados (fervidos em água basta) e guardar, ou oferecer por exemplo!

*bergamota, mexerica, mandarina, tangerine, mantarini, e tantos outros nomes que lhe dão por esse mundo fora! Sabiam que é originária da China, onde se cultiva há milénios? Eu cá não fazia ideia!