ouvi e gostei #33

Mirror People, outra vez. Já tinha falado deles aqui no blog, com um dos temas da minha vida, o “Come over”. Mas agora têm álbum novo – “Bring the light” – e do que ouvi, esta foi a que mais gostei. Estão mais electrónicos, sem bateria acústica (perdem mais do que ganham, na minha opinião), mais crus –  mas bons na mesma e à portuguesa. Orgulho. E os videoclips? Sempre impecáveis.

Não é dos melhores temas deles de todos os tempos, mas é um tema bem jeitoso. Ora ouçam lá.

Ouvi e gostei #6

Mirror People. Já os conheço há uns anos, mas como me esforço um bocado por tentar incluir aqui na rubrica bandas portuguesas…cá vão eles! Pode ser que alguém ande ainda distraído e não os conheça! Digo esforço-me, porque não é fácil a malta portuguesa mostrar coisas novas, progredir, superar o preconceito de estar aqui encostado a um canto desta europa, e tudo o que ele implica na distribuição e na abertura de se dar a conhecer um tema, um álbum, um projeto novo. Temos uma (ou duas,vá) rádios em condições e pouco mais. Não se convidam bandas destas para tocar no final do telejornal nem para daily shows. Ui, e não se passam na TV generalista, horário nobre (ou mesmo outro qualquer), nem pensar, valha-nos deus! ⌈Parêntesis: em horário nobre até se transmitem concertos ao vivo mas só de uma família portuguesa de músicos (?) e mais nenhuma. Acho que têm alguma coisa que ver com chouriças. Que isto “as pessoas” ainda podem ficar rebeldes se lhes oferece um bocadinho de cultura em sinal aberto. Fechar parêntesis.⌉ Temos portanto, na minha opinião claro – que o blog é meu – um mercado muito pequenininho que muito dificilmente abre portas a estilos que sejam “diferentes” do pop-rockzinho ou daquela música ainda pior, que se agarra ao ouvido da doméstica enquanto passa a ferro as camisas do marido na mesa da cozinha.

Por tudo isto, foi com muito orgulho que ouvi e gostei dos Mirror People, projeto de Rui Maia (ex X-Wife) que são, enquanto formação, portugueses. E da invicta, carago. E fazem música da boa. Este é o meu tema favorito deles, já o cantei várias vezes e é daqueles mesmo bem temperados: entre o dramático e o levezinho, entre o triste na letra e o funky no riff da guitarra.

Não só pela música, mas também pelo vídeo, está fantástico. Este tema em particular contou com a participação especial da Iwona Skwarek do duo polaco Rebeka, e acho que isso fez toda a diferença.

Se não soubessem de nada, aposto que pensavam nisto saidínho “praí” de Nova York, hã?

 

“sing louder,
doesnt matter
out of tune
dont sneak away
to your sweet place
so come over
lets swing along
its all here
I’m all in…”